A linguagem em rede: gírias, algoritmos e identidade coletiva
A língua portuguesa nas telas A cada notificação, a língua se reinventa. Emojis, abreviações e memes não são apenas enfeites: são ferramentas de sentido que reorganizam como nos comunicamos, como nos identificamos e como pertencemos a grupos. Essas formas de fala nascem em comunidades digitais, atravessam plataformas e, quando viralizam, entram no vocabulário cotidiano. Algoritmos como curadores invisíveis Os algoritmos das plataformas não apenas distribuem conteúdo; eles moldam trajetórias de circulação linguística. Conteúdos que geram engajamento são amplificados, o que favorece certas gírias e neologismos enquanto outros termos permanecem restritos a nichos. Esse processo acelera a difusão de expressões, mas também fragmenta a paisagem linguística em bolhas comunicativas. Entre inclusão e exclusão Novas expressões podem aproximar pessoas ao criar códigos compartilhados — um meme, uma hashtag, uma gíria pode funcionar como sinal de pertencimento. Ao mesmo tempo, quando o ...